terça-feira, 13 de janeiro de 2009

andei ouvindo chet baker...

Eu me lembro de ontem à noite, então não venham me falar a respeito do que não sabem. Também não venham me falar a respeito do que sabem. Na verdade, nem se preocupem em falar comigo, já desisti de ouvir. O que eu não me lembro foi de quando eu acordei. Como e porquê também ainda são incógnitas que permeiam meu cérebro até os seus confins secretos e perdidos entre si mesmos, o pequeno labirinto preso dentro de seu semelhante. E eu à sua imagem me sinto preso aos meus semelhantes, e já me peguei fazendo perguntas aos sons da lua e à luz de um violão, e quando realmente alguém vai aparecer e quando realmente esse alguém vai ser aquele com quem eu posso ter uma relação realmente simbiótica? Sinto o brilho e me perco em tolas esperanças, como seria ser dependido por alguém? Eu dificilmente me apóio em mim mesmo nas não muitas difíceis decisões banais mas ainda difíceis que o mundo nos joga a cada dia ou semana ou sem o período definido, preciso de um remédio (que erro). E como posso desejar alguém que se apóie em mim enquanto vou estar me apoiando nessa mesma pessoa? Iríamos todos afundar e cada vez mais fundo e se eu não achar ninguém me afundarei do mesmo jeito mas pelo menos teria o remorso de carregar outro alguém para minhas profundezas escuras negras espirituais e dessentimentalizadas e com isso algo para me agarrar e me preocupar e prefiro viver em um estado de crise à essa alma catatônica que me ocupa e me preenche, que raro ser preenchido pelo vazio, o inespaço contornando as beiradas interiores até o centro do meu espaço, mas bem já fui visto por muitos olhos inclusive os meus próprios como um paradoxo dessacralizado e invisível senão por esses rabiscos que teimo em deixar na parede das pessoas com quem desejo me afundar... ou me salvar. Afinal, essas luzes. São policiais ou Las Vegas?


-etéreo e sonhante como um coma induzido por um coração devidamente aquecido posto debaixo de camadas e camadas de terra congelada e assim terminando o ciclo que eu procurava saída e me satisfiz com a conclusão de que essa que procuro é irreal mas prefiro ter a consciência de que vou congelar e paralisar (que erro) do que a fugaz esperança... perco, aunque só por mais uma vida.



(que erro)

Nenhum comentário:

Postar um comentário