O que me resta assim que eu deixar de tentar lidar com a minha alegria com a minha felicidade da mesma maneira maníaca e decepcionante fraca que eu desisti de lidar com tudo, com a minha tristeza com a minha assombração de horror. O que seria de mim quando meu desejo se concretizasse e tudo que foi construído e levou tempo e esforço e se todo o amor que está sempre pendendo para ainda assim tentar não cair da tênue corda que se estende entre os dois arranha céus em cima de seu monociclo, o amor, é praticamente um circense maluco que se arrisca e tenta não cair mas desiste dos ventos inflamáveis que lhe tornam vento que lhe tornam evaporável, que decide por fim cair no nada ou talvez simplesmente desapareça antes de qualquer conseqüência notável diante do mundo particularmente próprio em que vivemos eu no meu você no seu e ninguém na verdade vê as mesmas coisas com os seus olhos, quem disse que vemos, ninguém na verdade entende a ninguém e se duas pessoas se atreverem a dizer que se entendem por completo pode dizer que estou maluco, xinguem-nas de estúpidas ou o que quer que seja, não quero que tudo que eu acredito simplesmente suma como tudo parece costumar sumir para mim e para todos menos os estúpidos que me provam como eu sou degradável e frágil e todo ano que passa parece me tirar um membro do meu corpo, até me contentar em ser uma unha que não pensa que não lida com alegria que foge da alegria e das responsabilidades terríveis, terríveis trazidas com ela e com o apego à ela e também não lidaria com a infelicidade a tristeza invisível numa vida sem um pouco de brilho pra fazer a comparação, a vida de um ignorante sem cérebro feito de nitrito ou algo parecido mas que tenho ainda assim fugitivo eterno de algo como sempre o algo antagonizante que me impede de me livrar de tudo e me traz alegria e tristeza e tudo mais que me tira o sentido da vida. Lixa.
Não sei nem mais escrever sem nada sem você não conseguiria.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário