domingo, 10 de maio de 2009

Central de Ligações

Os filtros de pensamentos que colocaram em mim estão começando a descolar da retina do meu pensamento. A aderência já não é tão boa como antes fora, e o roxo está se azulando. Cada centímetro da roupa branca da doutora se transforma em mares e ondas recheadas por sabe-se-deus-o-quê, e assim desconexo do resto do mundo não branco que se deslumbra defronte meus olhos cansados mas extasiados (com a simples possibilidade de visão inédita, o ineditismo deixou de participar da vida diária que sempre tenho que levar, ou me levo a pensar que tenho que leva-la, não concluo nada de antemão) e é significativamente o mar de distância entre o coração central interpessoal que é o objetivo singular, e eu. Eu sou tão errado.

E perdi a minha visão.

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