domingo, 26 de julho de 2009

Sobre Lembranças.

Pessoas que pensam,
pessoas que falam,
como existem.

A soberba,
a mentira cristalizada,
encrustada no fundo interior escuro
& inexorável.

Devagar, reclamo,
Altitude, leviandades,
prolificidade é a sombra do gênio;
é a marca diferencial da mente fluida,
do molde indefinido e,
paradoxalmente:
estabilidade é o rumo ao naufrágio,
à moribunda criatividade:

Se pudesse,
e fosse tão menos calculado,
falaria sobre "nós".

Sobre como "nós" somos
todos irrepreensíveis
todos errados,

Petulantes e mórbidos,
anestesiados da vida,
desdobramo-nos em frivolidades
ao rugir do desencanto ignorado,
à luta solitária e mágica
travada contra sua Humanidade,
o nosso ceticismo.

Marginalimo-nos por cima,
prendemo-nos a nossas camas,
judiamos da honestidade,

Destratada inocência:
há longo esquecida e enterrada,
por toneladas e toneladas
de maladragem e autoconfiança,
em petulância e prepotência.

O olho se revira,
se revolta,
e não evita o de cima-para-baixo

Não há mais acalantos
capazes de destoar ou fragmentar
a desesperança,
e o sono é a presença aterradora
que mais me mina.

Quanto mais tenho para dizer,
menos logro em me expressar.

Quanto mais balbucio disformemente,
doente, sádico, sórdido,
mais próximo do ser Humano me sinto.

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