O primeiro susto traz consigo a vida:
é o susto da realidade,
assumir a cada momento
que a inflexibilidade concreta
é tudo que existe
O segundo susto nega:
posso transcorrer através
e sou fluido no interior
negando a minha dura carapaça
disvirtuo meu próprio ao redor
O terceiro susto,
o quarto susto,
o quinto susto, vêm incoerentes,
se confundem,
fazem esquecer que até ontem havia mais estrelas no céu enevoado
fortalecem nossa pele e quebram nossos olhos,
tornam-nos acostumados à vida
retiram o furor de cada baforada
E a couraça intransponível ainda não é o bastante
para durar
por mais um susto
O fluxo de visões é gelado e quebradiço:
ao respirar, tremeluzindo no lusco-fusco,
a fumaça das almas e de suas criações pesa no interior
Por que tratamos-a como necessária?
Afinal, nada pode ser abstrato
entretando, nada se dissolve e
pardais cantam e o Tempo, ah, o Tempo
por que o Tempo merece uma letra maiúscula?
se é inquebrável e nosso respeito lhe é indiferente
é porque é próximo nosso e dói
e é fraco para se assumir, de vez,
como ilusão..
À toa.
Cada praça, em prepotente verdidão,
se cria diante
por se acreditar suficientemente linda
e merecedora de Luz
Cansamos e não sabemos nem o porquê.
Como concluir o segundo se assumindo merecedor
de qualquer coisa que acredita que acredita que existe?
Quase que relaxo antes de me entregar ao estupor de cada noite
me engano, pensando estar diante do fechamento de um estágio
O susto de acordar cada manhã e ver o dia clarear.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Madrugou o Sol
Te difere e
fere e
noutra vida poderia passar sem tudo
tudoisso e
desacredito e me aqueço tudo
tudo de novo e
nada de novo, afinal
fere e
noutra vida poderia passar sem tudo
tudoisso e
desacredito e me aqueço tudo
tudo de novo e
nada de novo, afinal
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O mundo
Há um certo limite
de grandeza, digo
cada virtuoso se faz virtuoso pelo reflexo das carecas brilhantes de seus aduladores
sua imponência existe como um astro morto ou um buraco negro
de grandeza, digo.
E era tão mais fácil
não ter que dividi-la com 7 bilhões de indivíduos que não conheço
e não quero conhecer
de grandeza, digo
cada virtuoso se faz virtuoso pelo reflexo das carecas brilhantes de seus aduladores
sua imponência existe como um astro morto ou um buraco negro
de grandeza, digo.
E era tão mais fácil
não ter que dividi-la com 7 bilhões de indivíduos que não conheço
e não quero conhecer
(e o interesse morre aqui)
Somos magníficos em deslumbres altruístas do coletivo humanitário.
Somos magníficos em deslumbres altruístas do coletivo humanitário.
Facada
Se eu fosse completo:
me esqueceria que vivo,
me deixaria em cacos,
tendo a convicção de poder me juntar tudo de novo.
Lembraria da vida só quando ela fosse imutável:
a cada gota de água dessa chuva que bate nos vidros
um baque ecoaria por dentro de mim, se exteriorizando,
se tornando a gelada marcha da vitória,
a incompreensão solitária e nunca desgastante.
Se eu fosse inteiro:
diria que sou denso,
não renegaria cada sorriso humano,
abraçaria as ondas que quebram em meu torso imóvel.
Me esgotaria.
Me faria sujo, me jogaria aos prantos e rolaria nos seus azulejos,
imploraria por uma espectral visão dessa Luz,
que se faz em você.
Não posso ser completo.
Não é um choro que me destrancaria,
não é a minha vitória,
não é a minha culpa.
Não foi. Eu, nunca foi eu.
Beleza não é distinta. Separada da náusea e do pavor, como ela brilharia?
Ressôo. Oco.
Se eu fosse completo:
rezaria para derreter.
me esqueceria que vivo,
me deixaria em cacos,
tendo a convicção de poder me juntar tudo de novo.
Lembraria da vida só quando ela fosse imutável:
a cada gota de água dessa chuva que bate nos vidros
um baque ecoaria por dentro de mim, se exteriorizando,
se tornando a gelada marcha da vitória,
a incompreensão solitária e nunca desgastante.
Se eu fosse inteiro:
diria que sou denso,
não renegaria cada sorriso humano,
abraçaria as ondas que quebram em meu torso imóvel.
Me esgotaria.
Me faria sujo, me jogaria aos prantos e rolaria nos seus azulejos,
imploraria por uma espectral visão dessa Luz,
que se faz em você.
Não posso ser completo.
Não é um choro que me destrancaria,
não é a minha vitória,
não é a minha culpa.
Não foi. Eu, nunca foi eu.
Beleza não é distinta. Separada da náusea e do pavor, como ela brilharia?
Ressôo. Oco.
Se eu fosse completo:
rezaria para derreter.
À Incoerência Humana
Não se satisfaz facilmente,
um sorriso não basta
deseja profundidade
preencher o oco que sente
que deveria sentir
Pensa em bases,
se imagina metafóricamente
procura suas origens
e busca fundamento,
se afirma como senciente
e respeitoso aos semelhantes
E não se satisfaz facilmente.
Desconfia dos instintos,
destrata elogios e idealiza elogios
no espelho, um amontoado quase perfeito,
quase que fedido,
quase cerebral ou orgulhoso,
quase que um amontoado por inteiro
Mas, afinal, deve haver algo mais
que eu não sou e pressinto,
que, conectado com a amplitude universal,
trangrido minha essência manchada
e me vejo imparcial flutuando através
sou a modernidade,
cinza-metálico, parda, colorida e fosco-brilhante
o amálgama da dissimulação tecno-confuciana
sou o oriente e o ocidente,
o destino de todos os traços históricos e antropológicos
que convergiram, em serenidade,
sorrateira e imperceptívelmente,
neste corpo máximo de possibilidades estratosféricas
sim, a apoteose do transcedentalismo humano!
afinal, sou a modernidade
Quase que perfeito.
Sorrio quando quero,
só não quero muito.
E isso porque não me satisfaço facilmente.
Débil e contraditório,
ao menos carrego no âmago a certeza
de que sou muito mais que sou na verdade,
e obedeço à metafísica da situação
me digo pequeno e cor de bosta,
sou a modernidade.
E adoro minha casa de espelhos.
um sorriso não basta
deseja profundidade
preencher o oco que sente
que deveria sentir
Pensa em bases,
se imagina metafóricamente
procura suas origens
e busca fundamento,
se afirma como senciente
e respeitoso aos semelhantes
E não se satisfaz facilmente.
Desconfia dos instintos,
destrata elogios e idealiza elogios
no espelho, um amontoado quase perfeito,
quase que fedido,
quase cerebral ou orgulhoso,
quase que um amontoado por inteiro
Mas, afinal, deve haver algo mais
que eu não sou e pressinto,
que, conectado com a amplitude universal,
trangrido minha essência manchada
e me vejo imparcial flutuando através
sou a modernidade,
cinza-metálico, parda, colorida e fosco-brilhante
o amálgama da dissimulação tecno-confuciana
sou o oriente e o ocidente,
o destino de todos os traços históricos e antropológicos
que convergiram, em serenidade,
sorrateira e imperceptívelmente,
neste corpo máximo de possibilidades estratosféricas
sim, a apoteose do transcedentalismo humano!
afinal, sou a modernidade
Quase que perfeito.
Sorrio quando quero,
só não quero muito.
E isso porque não me satisfaço facilmente.
Débil e contraditório,
ao menos carrego no âmago a certeza
de que sou muito mais que sou na verdade,
e obedeço à metafísica da situação
me digo pequeno e cor de bosta,
sou a modernidade.
E adoro minha casa de espelhos.
sábado, 15 de agosto de 2009
Cronologia de um impulso
O tremor surgiu,
surgiu sem avisos,
trouxe a surpresa e a calamidade,
a verossimilhança:
(e é dela que eu preciso -
quando acredito que existo
me esqueço que sabem também
me torna incompreensível
a sabedoria inerente à alma geral humana)
(De qualquer jeito, maneira,
idiossincrasias,
credos,
é na nossa essência
que repousa a realidade:
livre de distorções,
crê nela que ela é você.
Crê nela mesmo sem saber,
que sem ela nunca existiu -
tampouco para avaliar sua inexistência)
E, de súbito
fez se luz, dia, claridade
e jorrou, clamou a liberdade,
tudo que fora trancafiado,
empurrado à força e à mentira
(a extorsão que permite o despertar),
de maneiras terríveis &
impossíveis de voltar à tona,
a própria existência -
desconhecida, sem face,
irresoluta, abnegada,
imaterial, imprescindível -
implodiu-se em duzentos bilhões,
em incontáveis e infinitos milésimos de tempo e realidade,
circundando todo coração pulsante,
adentrando casas despedaçadas em famílias encouraçadas,
transpassando e perdendo a si mesma
ao espalhar o regozijo,
o despencar do paraíso,
a queda brusca e dolorida,
o entendimento necessariamente náuseante &
individual
(& mundial)
E por cada lágrima que exasperou-se
na decorrência do desastre,
sua bruta energia,
a cândida leveza molecular
reestruturou-se em minérios,
valiosos, efêmeros, mutáveis -
e o indelével explodiu-se e
mudou a estação
e a menina que se cortava se viu costurada,
e cada aba solta de seu coração estava,
como que de repente,
presa novamente ao ao interior imaterial,
a o grisalho reclamou pela última vez,
desgraçando o choro,
doente da alma,
duro na essência,
imutável - (ao menos,
sua mudança fora sutil:
da estagnação ao estupor,
à petrificação e ao empalhamento,
tudo que restou foram duplas vivas
se lixo e restos de experiências impossíveis,
nunca ocorridas,
irreais,
nostálgicas e mentirosas como toda nostalgia se prova,
o gosto azul na boca inerte)
Por um estalo,
as plataformas ruíram e tremeram,
as bases não existiam mais para seus apoios,
pelos apoios que não existiam mais para suas bases,
e separados -
lembra-se que tudo se desvencilha,
exceto pelos olhos, nunca desvinculados
da importância negra, brilhante,
clara e iluminada quando se quebra por dentro -
tudo pôde ser visto,
notado como individual,
à distância, tudo apareceu,
tão confortalmente,
que pude dormir.
(Se me lembrasse do sentimento, da memória, antes dela quebrar e se estilhaçar -
aí ainda existiria uma ponta dessa terra farta para chamar de minha -
como o sentido é relativo,
impossível de ser evitado quando iniciado,
inesgotável em sua essência,
impossível de ser acordado quando terminado.
E, pois, o sentido é impossível, como tudo que é demais:
é a medida circular, o começo e o término inexistentes e equivalentes)
- e, assim, me agarro à memórias quebradas,
a mentiras e incertezas da vida e de quem sou,
e me sinto muito melhor,
cercado e mergulhado, em estupor solitário,
esquecido
no azul -
surgiu sem avisos,
trouxe a surpresa e a calamidade,
a verossimilhança:
(e é dela que eu preciso -
quando acredito que existo
me esqueço que sabem também
me torna incompreensível
a sabedoria inerente à alma geral humana)
(De qualquer jeito, maneira,
idiossincrasias,
credos,
é na nossa essência
que repousa a realidade:
livre de distorções,
crê nela que ela é você.
Crê nela mesmo sem saber,
que sem ela nunca existiu -
tampouco para avaliar sua inexistência)
E, de súbito
fez se luz, dia, claridade
e jorrou, clamou a liberdade,
tudo que fora trancafiado,
empurrado à força e à mentira
(a extorsão que permite o despertar),
de maneiras terríveis &
impossíveis de voltar à tona,
a própria existência -
desconhecida, sem face,
irresoluta, abnegada,
imaterial, imprescindível -
implodiu-se em duzentos bilhões,
em incontáveis e infinitos milésimos de tempo e realidade,
circundando todo coração pulsante,
adentrando casas despedaçadas em famílias encouraçadas,
transpassando e perdendo a si mesma
ao espalhar o regozijo,
o despencar do paraíso,
a queda brusca e dolorida,
o entendimento necessariamente náuseante &
individual
(& mundial)
E por cada lágrima que exasperou-se
na decorrência do desastre,
sua bruta energia,
a cândida leveza molecular
reestruturou-se em minérios,
valiosos, efêmeros, mutáveis -
e o indelével explodiu-se e
mudou a estação
e a menina que se cortava se viu costurada,
e cada aba solta de seu coração estava,
como que de repente,
presa novamente ao ao interior imaterial,
a o grisalho reclamou pela última vez,
desgraçando o choro,
doente da alma,
duro na essência,
imutável - (ao menos,
sua mudança fora sutil:
da estagnação ao estupor,
à petrificação e ao empalhamento,
tudo que restou foram duplas vivas
se lixo e restos de experiências impossíveis,
nunca ocorridas,
irreais,
nostálgicas e mentirosas como toda nostalgia se prova,
o gosto azul na boca inerte)
Por um estalo,
as plataformas ruíram e tremeram,
as bases não existiam mais para seus apoios,
pelos apoios que não existiam mais para suas bases,
e separados -
lembra-se que tudo se desvencilha,
exceto pelos olhos, nunca desvinculados
da importância negra, brilhante,
clara e iluminada quando se quebra por dentro -
tudo pôde ser visto,
notado como individual,
à distância, tudo apareceu,
tão confortalmente,
que pude dormir.
(Se me lembrasse do sentimento, da memória, antes dela quebrar e se estilhaçar -
aí ainda existiria uma ponta dessa terra farta para chamar de minha -
como o sentido é relativo,
impossível de ser evitado quando iniciado,
inesgotável em sua essência,
impossível de ser acordado quando terminado.
E, pois, o sentido é impossível, como tudo que é demais:
é a medida circular, o começo e o término inexistentes e equivalentes)
- e, assim, me agarro à memórias quebradas,
a mentiras e incertezas da vida e de quem sou,
e me sinto muito melhor,
cercado e mergulhado, em estupor solitário,
esquecido
no azul -
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Chinês em Albuquerque
"Comodismo da organização"
Em suas letras irregulares e curvas para a esquerda, relatava cada mínimo detalhe com a expressividade que faltaria a alguém desprovido de radiotividade interna; entulhos de lixo cresciam de maneira assombrosa nas laterais da mesa, circulada por ratos e bactérias do tamanho de pés humanos, se amontoando uma por cima das outras em redemoinhos citoplasmáticos e mitoses da sorte unicelular; o inferno em terra, a devassidão da sobriedade datilográfica; em sua pobre máquina de escrever, forçava as páginas à retidão porque assim lhe foi ensinado; cada quadro que se curva é um quadro a mais a ser depositado indefinidamente no quarto de quadros depositados; a estaticidade complacente e apologética é a busca definitiva familiar, assim lhe foi ensinado; assim seus ouvidos absorviam irracionalmente toda e qualquer informação jorrada em magníficos jatos de fontes cobertas de musgo e desuso; como aprendeu, organizava a casa e de coluna ereta (em sua postura mais digna a ser descrita pelos biógrafos), mecanizado, tipografava diligentemente cada aspecto da poeira ambiental, dos resquícios de oxigênio no ar atmosférico do mundo pós-pós-apocalíptico, com máscaras de gás tratadas em aquários salinos e escamas e guelras artificiais; nortadas que vêm como baforadas de ar quente de fogão ou lareiras de tristes casas de madeiras, o pólo magnético invertido, se equilibrando no topo da cabeça e pensando através de unhas e dedos calosos, desmontando e reconstruindo a essência há muito tempo perdida do natural Humano; o relatório diário se transforma em obituário, judeus perdidos chorando a desgraça sentida atrasada, arruinando seus penteados trabalhados a laquê ao perceberem o invariável cataclisma circular eterno em que foram afundados, levados junto com a multidão, a crescente e devoradora multidão incansável e hipnotizada em desvarios elétricos de informações a cabo; "Finalizando, qualquer novidade se mostra aparentemente inexistente ou imperceptível. Translação e rotação inalteradas. Tratamento com cobaias genitais humanóides inefetivo. À espera e alerta para as mínimas alterações de sistema. Café é requisitado em quantidades consideráveis. Peço atenção especial a esse último pedido, visto que é de importância maior para o resultado positivo desta coleção de cruzadas existenciais."
"Crente de Massa Espermática"
Em suas letras irregulares e curvas para a esquerda, relatava cada mínimo detalhe com a expressividade que faltaria a alguém desprovido de radiotividade interna; entulhos de lixo cresciam de maneira assombrosa nas laterais da mesa, circulada por ratos e bactérias do tamanho de pés humanos, se amontoando uma por cima das outras em redemoinhos citoplasmáticos e mitoses da sorte unicelular; o inferno em terra, a devassidão da sobriedade datilográfica; em sua pobre máquina de escrever, forçava as páginas à retidão porque assim lhe foi ensinado; cada quadro que se curva é um quadro a mais a ser depositado indefinidamente no quarto de quadros depositados; a estaticidade complacente e apologética é a busca definitiva familiar, assim lhe foi ensinado; assim seus ouvidos absorviam irracionalmente toda e qualquer informação jorrada em magníficos jatos de fontes cobertas de musgo e desuso; como aprendeu, organizava a casa e de coluna ereta (em sua postura mais digna a ser descrita pelos biógrafos), mecanizado, tipografava diligentemente cada aspecto da poeira ambiental, dos resquícios de oxigênio no ar atmosférico do mundo pós-pós-apocalíptico, com máscaras de gás tratadas em aquários salinos e escamas e guelras artificiais; nortadas que vêm como baforadas de ar quente de fogão ou lareiras de tristes casas de madeiras, o pólo magnético invertido, se equilibrando no topo da cabeça e pensando através de unhas e dedos calosos, desmontando e reconstruindo a essência há muito tempo perdida do natural Humano; o relatório diário se transforma em obituário, judeus perdidos chorando a desgraça sentida atrasada, arruinando seus penteados trabalhados a laquê ao perceberem o invariável cataclisma circular eterno em que foram afundados, levados junto com a multidão, a crescente e devoradora multidão incansável e hipnotizada em desvarios elétricos de informações a cabo; "Finalizando, qualquer novidade se mostra aparentemente inexistente ou imperceptível. Translação e rotação inalteradas. Tratamento com cobaias genitais humanóides inefetivo. À espera e alerta para as mínimas alterações de sistema. Café é requisitado em quantidades consideráveis. Peço atenção especial a esse último pedido, visto que é de importância maior para o resultado positivo desta coleção de cruzadas existenciais."
"Crente de Massa Espermática"
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