Meu tempo se devora
e eu me ocupo só em
escrever sempre os mesmos finais
Se fosse para qualquer outro alguém,
faria tudo diferente,
se tudo não culminasse em mim,
se ao menos
Mais que dores que poderiam
sacudir o sonho de passos irreais
preciso por tiras em cada visão
tampos de alçapão em raciocínio
me fechar, por vez
esperar me esquecer
E tirar de dentro
cada qual seu equivalente
pois o que se espalha aberto e através
é maior do que o oculto
Essas todas várias dimensões
de azul e vermelho
e entusiasmo
reacabariam
e renasceriam
volantes e fugazes
Eu não me basto,
por fim
eu me exagero
em ti
terça-feira, 15 de setembro de 2009
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Finalzinho com uma fungada em leminski, boa. somos todos maquinas de produção egoísta
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