segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O que não se muda:51

um sorriso desolado
nem completamente explicável
nem coerente
nem brilhante, nem vivo
nem enérgico, tudo que toma
forma
sem o pôr da confiança de criança
o alarme de cada manhã
sinalizando tua repetição:

e o hiato absurdo do absurdo
e o hiato absurdo de mil vidas em ruídos,
em colagens
nem coerente,
certamente opaco.

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