Não posso mais ser estático
como pude ser estático,
isso é paralisia?
E esperando pelas curvas
que ainda não foram avistadas
no céu, nas nuvens, na única estrela dessa noite
de quando tudo já se foi
e na minha ressaca de espírito e corpo
não há nada mais que não se enfureça
nada mais que não se turve
é chuva, é tempestade
antes que ela me chacoalhe
eu quero ser ela também
e talvez, ela queira me ser
ela disse que não,
eu não me molhei,
eu não sou tempestade,
você me sacuda toda manha
para que eu esqueça
que sou apenas poeira
sou apenas aspirado quando venta
e massacrado quando ouço
queimado como um carvão no fogo
e o peso nas costas
não ajuda na tempestade
quando serei
ela é tempestade.
mas a tempestade é maior
mas em mim não é
é maior apenas para quem se sujeita
a ser digno
a falar sobre o futuro com certeza
a falar algo.
sou estático demais para falar
mesmo quando as palavras cravam
é impossível,
é paralisia,
não sou de tempestade.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Sobre durações e sobre pranchas de solas.
Estou esperando para ser acolhido, em minhas bermudas para cima do joelho, esperando pela época da colheita, em meus ramos de trigo de cada orelha.
Mas, por enquanto, andarei o quanto essas solas suportarem, o quanto a sombra durar.
Mas, por enquanto, andarei o quanto essas solas suportarem, o quanto a sombra durar.
Gemido
Por que todos são tão ávidos em seus desejos de importância? Por que, não mais no campo dos desejos, todos já se acham importantes? NINGUÉM O É. NINGUÉM PODE SER.
Grito aos meteoritos
O último que sobrar vai ser apagado
espero por isso
temo que seja eu
na verdade, desejo
porque agora
tudo não significa mais que você me tirou mais lágrimas
do que podia, na verdade,
desejo.
não significa mais que você esqueceu de remendar
todos os pedaços do meu coração tão metafórico
personificado em insegurança e trabalho nada duro
nada, nada,
duro.
como pode? como pude?
pode ser que eu me esqueça,
não significa mais que você me esqueça, do eu te esqueça, do que eu me amarre às suas vagas insalubres suposições de como tudo deveria ser,
fundamento.
na verdade, desejo
de poder ir e vir e tudo continuar
como nunca foi.
espero por isso
temo que seja eu
na verdade, desejo
porque agora
tudo não significa mais que você me tirou mais lágrimas
do que podia, na verdade,
desejo.
não significa mais que você esqueceu de remendar
todos os pedaços do meu coração tão metafórico
personificado em insegurança e trabalho nada duro
nada, nada,
duro.
como pode? como pude?
pode ser que eu me esqueça,
não significa mais que você me esqueça, do eu te esqueça, do que eu me amarre às suas vagas insalubres suposições de como tudo deveria ser,
fundamento.
na verdade, desejo
de poder ir e vir e tudo continuar
como nunca foi.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Diferença é ilusão, é prepotência, é mentira.
"A gente faz o que a gente precisa."
"Cada um faz o que pode."
...
"A gente faz o que a gente precisa." .
...
!
ME SENTI RIDÍCULO
"Cada um faz o que pode."
...
"A gente faz o que a gente precisa." .
...
!
ME SENTI RIDÍCULO
terça-feira, 7 de abril de 2009
Lição sobre racionalidade em casos macho/fêmea estéreis
O quão imenso e avassalador um desvario momentâneo de dor nos dedos e articulações pode se tornar? Quais as sua possíveis proporções? Em português, por favor.
Azombrio
Percebi outro dia mesmo, dia de ontem eterno na minha cabeça, que quando criança sempre tive medo do escuro, do que ele escondia ou talvez de como ele nada escondia e apenas mentia para mim, e dessa maneira sempre evitei corredores escuros e segurava o mijo o máximo possível antes de criar coragem e correr através de escadas mirabolantes e enevoadas em breu para o meu abrigo seguro, luminoso e com uma privada. Estava no meio da noite sozinho, quando sentiu-se em mim o mesmo medo palpável e acanhado de anos atrás. O escuro se lembrou de que eu nunca perdi o medo, apenas tive que suportá-lo para poder aproveitar os poucos momentos escuros e solitários que me sobram depois de uma totalidade de visões impossíveis na luz de um dia, para assim afugentar a realidade sórdida e a tristeza estampada claramente nas faces que vi nesse dia e assim esquecer quem eu fui para me perder no doce medo do mistério e abrir as cortinas da janela da escuridão, tão mas tão mais suportável do que o efeito que não se esvai do contato com vidas demais cravado à ferro em minha pele de espuma.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
hit
Todo mundo só quer ter certeza de suas anomalias e anormalidades, todo mundo só quer suspirar fogo.
E ninguém admite.
E ninguém admite.
sábado, 4 de abril de 2009
Nós tamos numa boa pescando pessoas no mar
mas todas que eu pesquei foram bocadas exageradas empapadas em açúcar e glitter, todas usavam mais rosas no cabelo do que o aprazível.
PARE
EU QUERO QUE SEJA FÁCIL PORQUE SE NÃO FOR SE NÃO FOR EU VOU ME AFOGAR POR QUERER PORQUE MESMO QUE EU NÃO QUEIRA NÃO PODEREI FAZER MAIS NADA PORQUE NÃO SUPORTO O POUCO DIFÍCIL O NADA POUCO FÁCIL PORQUE NUNCA PUDE FAZER NADA QUANTO A NADA PORQUE NUNCA ACHEI O MEU PORQUÊ PORQUE LOGO NÃO VOU MAIS TER O QUE CULPAR E VOU BOTAR PARA FORA E NÃO VAI SER FÁCIL
Introdução à razão do gás de isqueiro.
Uma hora isso vai ter que parar. Uma hora.
Acho que já não está ao meu alcance.
Espero que não.
Senão, morrerei quando não tiver mais ninguém para culpar.
E me olharei no espelho,
e não terei dormido por 3 dias,
e me sentirei muito decadente
e talvez fique com nojo
quando pensar que isso talvez valha a pena
que talvez se eu eliminar o talvez a certeza virá
mais fácil, assim.
É fácil.
Não preciso mais de nada disso, eu direi.
Hoje eu não digo isso,
hoje eu não minto,
guardo para amanhã e para ontem,
depois de amanhã e antes de ontem.
Acho que já não está ao meu alcance.
Espero que não.
Senão, morrerei quando não tiver mais ninguém para culpar.
E me olharei no espelho,
e não terei dormido por 3 dias,
e me sentirei muito decadente
e talvez fique com nojo
quando pensar que isso talvez valha a pena
que talvez se eu eliminar o talvez a certeza virá
mais fácil, assim.
É fácil.
Não preciso mais de nada disso, eu direi.
Hoje eu não digo isso,
hoje eu não minto,
guardo para amanhã e para ontem,
depois de amanhã e antes de ontem.
intransitivel
Muito já foi dito sobre cabeças vazias. Muito já foi dito sobre a falta de significado do dia a dia, da falta de vida nos corpos que nos cercam. Muito já foi dito sobre a falta de qualquer algo de concreto de exprimível que exista ou que possa ser criado a partir mesmo da inexistência, estou falando da falta de tudo isso, muito já foi dito sobre tudo isso. Muito já foi tirado do vazio e do vácuo e da falta de sentido das nossas vidas, o nada já foi a inspiração para tantos. Mas não para mim. Estou lutando agora mesmo com esse teclado esse filho da puta que é tudo para mim para escrever a próxima letra masnão sei se vou conseguir termin
Eu ando cansado de ter um eterno vácuo na cabeça
Os cérebros estão todos ruins. Os corações que já se amoleceram, o tempo que não é mais passado consigo mesmo, o meu tempo que não é mais meu. O sentido que foi embora.
A objetividade traduzida por falta de inteligência nessas frases vazias de mentes vazias está começando a me dar coceiras e incômodos cerebrais, penso de menos, penso demais em como ando pensando de menos.
É sempre assim.
Sempre pensando sobre pensar, sempre o metapensamento, a metavida, a metarealização, a metalinguagem, o falar do falar, estamos sempre colocando caixas por cima de caixas para empilhar mais uma caixa, se couber, é claro, ninguém aqui quer que não haja mais espaço para as caixas empilhadas, ninguém quer prensa-las ao teto, feito de caixas. Estamos procurando demais, eu ando procurando demais, teorizando demais acerca do nada. Do nada nada se tira, do tudo, igualmente, pelo menos a iniciativa de abrir os olhos de manhã ou fechar de noite eu deveria ter, e no meio termo talvez expulsar de algum jeito algo de dentro de mim.
Algo de dentro de mim, que não faz nem mais sentido.
Que talvez nunca tenha feito. Que talvez, nem exista de qualquer jeito, mas nessa disparidade de coesões não me interessa mais isso, porque se eu retirar qualquer coisa de dentro de mim, por mais superficial ou fedida que ela seja, eu a amarei e a adorarei como se fosse a minha própria extensão. A mentira está em eu amar minha extensão e não me amar, a mentira está em eu dizer que amo a minha extensão e dizer que não me amo, a mentira está em eu achar que amo alguma coisa, a mentira está em eu dizer que eu preciso te precisar. A mentira é que eu não consigo me largar, a mentira é que os cadarços mais apertados são os que me fazem suar menos.
E por isso que eu sempre digo que eu acho. Por isso que grito para me ser prendido em alguém, por isso juro que luto juro que só não me solto pelo bem alheio, juro que na minha atitude altruísta me virá a iluminação depois quando estiver esmolando minha própria alma nos becos cegos das ruas sem iluminação das mentes absortas em recreacionismos.
E por isso não consigo ser um prolixo. E por isso tiro o não e o prefiro pro. E por isso prefiro me olhar no reflexo da janela antes do que no reflexo do espelho. E por isso não acredito na honestidade. E por isso não acredito na minha capacidade. E por isso minto toda hora. E por isso não paro de me aumentar em meu rebaixamento. E por isso desejo chocolates para nunca mais come-los. E por isso e por isso e por isso. E por isso sempre arranjando desculpas sempre arranjando arranjos que nem todos que respiram que pensam que pensam mas não pensam que procuram o improcurável que vêem o segredo fazem.
Ou deveriam.
A objetividade traduzida por falta de inteligência nessas frases vazias de mentes vazias está começando a me dar coceiras e incômodos cerebrais, penso de menos, penso demais em como ando pensando de menos.
É sempre assim.
Sempre pensando sobre pensar, sempre o metapensamento, a metavida, a metarealização, a metalinguagem, o falar do falar, estamos sempre colocando caixas por cima de caixas para empilhar mais uma caixa, se couber, é claro, ninguém aqui quer que não haja mais espaço para as caixas empilhadas, ninguém quer prensa-las ao teto, feito de caixas. Estamos procurando demais, eu ando procurando demais, teorizando demais acerca do nada. Do nada nada se tira, do tudo, igualmente, pelo menos a iniciativa de abrir os olhos de manhã ou fechar de noite eu deveria ter, e no meio termo talvez expulsar de algum jeito algo de dentro de mim.
Algo de dentro de mim, que não faz nem mais sentido.
Que talvez nunca tenha feito. Que talvez, nem exista de qualquer jeito, mas nessa disparidade de coesões não me interessa mais isso, porque se eu retirar qualquer coisa de dentro de mim, por mais superficial ou fedida que ela seja, eu a amarei e a adorarei como se fosse a minha própria extensão. A mentira está em eu amar minha extensão e não me amar, a mentira está em eu dizer que amo a minha extensão e dizer que não me amo, a mentira está em eu achar que amo alguma coisa, a mentira está em eu dizer que eu preciso te precisar. A mentira é que eu não consigo me largar, a mentira é que os cadarços mais apertados são os que me fazem suar menos.
E por isso que eu sempre digo que eu acho. Por isso que grito para me ser prendido em alguém, por isso juro que luto juro que só não me solto pelo bem alheio, juro que na minha atitude altruísta me virá a iluminação depois quando estiver esmolando minha própria alma nos becos cegos das ruas sem iluminação das mentes absortas em recreacionismos.
E por isso não consigo ser um prolixo. E por isso tiro o não e o prefiro pro. E por isso prefiro me olhar no reflexo da janela antes do que no reflexo do espelho. E por isso não acredito na honestidade. E por isso não acredito na minha capacidade. E por isso minto toda hora. E por isso não paro de me aumentar em meu rebaixamento. E por isso desejo chocolates para nunca mais come-los. E por isso e por isso e por isso. E por isso sempre arranjando desculpas sempre arranjando arranjos que nem todos que respiram que pensam que pensam mas não pensam que procuram o improcurável que vêem o segredo fazem.
Ou deveriam.
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