Justiça que se falta
direitos iguais para desiguais,
incluam, afirmem, prejulguem e manipulem:
dêem chance para quem não teve
vez
qualquer olho negro
chora a cor do céu de longe
a cada poema azul o esquecido negro
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Restrições
Toda essa contratuação
contratos de vida, solicitudes
vissicitudes
acostamento cerceado por elevações róseas e o roxo das árvores
na época delas assim serem
ao contrário o vigor
do oposto a atuação
de todo o contentamento
esplendor só para mim
finjo mas é comigo
minto para especular brilhar navegar zarpar!
e lançar,
espontaneidade que se lança dentro do lago parado e ressoa
ressoa
contamina
contratos de vida, solicitudes
vissicitudes
acostamento cerceado por elevações róseas e o roxo das árvores
na época delas assim serem
ao contrário o vigor
do oposto a atuação
de todo o contentamento
esplendor só para mim
finjo mas é comigo
minto para especular brilhar navegar zarpar!
e lançar,
espontaneidade que se lança dentro do lago parado e ressoa
ressoa
contamina
Prenhez da prensa de imprensa
Eu nasci pela manhã:
Acumulei descréditos
denominações caem como céus sobre lagoas
percorro e perspasso e permaneço
um ser impensante
denominações caem como céus sobre lagoas
percorro e perspasso e permaneço
um ser impensante
Eu nasci por nazista:
Como foi poeira!
Nas flores da terra, minha farda à terra
sua cara à terra
podre de terra, plantei seus dentes
cresceu seu choro meu riso sua sorte de ir parasitar no paraíso!
Nunca encontrei felicidade mais legítima.
Nas flores da terra, minha farda à terra
sua cara à terra
podre de terra, plantei seus dentes
cresceu seu choro meu riso sua sorte de ir parasitar no paraíso!
Nunca encontrei felicidade mais legítima.
Eu nasci sem mãe:
Não acreditaria se me dissessem
Quebrei certos padrões, diziam
Tudo que é ABCD tem regra certa que é 1234 e tudo nos conformes
as engrenagens não se dão ao luxo de abusar de coisas como "se dão ao luxo"
não distraem-se em absurdos de lhe discorrer sobre luxos e me dar
eu me dou à vontade! eu me dei hoje
todos os dias apenas a mim e para mim
me dando, darei, dei
disistênti!
Cada engrenagem é uma mola provei
comprovei
como eu provo cada manhã a que me viro sem rumo.
Quebrei certos padrões, diziam
Tudo que é ABCD tem regra certa que é 1234 e tudo nos conformes
as engrenagens não se dão ao luxo de abusar de coisas como "se dão ao luxo"
não distraem-se em absurdos de lhe discorrer sobre luxos e me dar
eu me dou à vontade! eu me dei hoje
todos os dias apenas a mim e para mim
me dando, darei, dei
disistênti!
Cada engrenagem é uma mola provei
comprovei
como eu provo cada manhã a que me viro sem rumo.
Tuas pernas nascem a cada segundo:
Pudera vive verme de toda meticulosidade
se vê como quer que é melindroso holmes sagaz
pernas e pernas e pernas! Nada mais
em frente para trás.
se vê como quer que é melindroso holmes sagaz
pernas e pernas e pernas! Nada mais
em frente para trás.
Tive pretensões:
pretendi fingi
acreditei
fingi que acreditava
acredito que acreditei e que fingidores fingem gente nós estão no seu direito humano
foi-se dane-se
eu nasci!
pretendi fingi
acreditei
fingi que acreditava
acredito que acreditei e que fingidores fingem gente nós estão no seu direito humano
foi-se dane-se
eu nasci!
Arquei com as consequências disso digno
republicano
aceitei esse fato disforme
tomando peso em mim
correndo por toda a quadra
jogando cada esporte
tentando tudo e mais de tudo de uma vez só
só cai
só despencou sem ajuda sem ninguém
caiu
republicano
aceitei esse fato disforme
tomando peso em mim
correndo por toda a quadra
jogando cada esporte
tentando tudo e mais de tudo de uma vez só
só cai
só despencou sem ajuda sem ninguém
caiu
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
O que não se muda:51
um sorriso desolado
nem completamente explicável
nem coerente
nem brilhante, nem vivo
nem enérgico, tudo que toma
forma
sem o pôr da confiança de criança
o alarme de cada manhã
sinalizando tua repetição:
e o hiato absurdo do absurdo
e o hiato absurdo de mil vidas em ruídos,
em colagens
nem coerente,
certamente opaco.
nem completamente explicável
nem coerente
nem brilhante, nem vivo
nem enérgico, tudo que toma
forma
sem o pôr da confiança de criança
o alarme de cada manhã
sinalizando tua repetição:
e o hiato absurdo do absurdo
e o hiato absurdo de mil vidas em ruídos,
em colagens
nem coerente,
certamente opaco.
Retrocircular
Passarinhos, três árvores
vento e manhã invadindo pela janela,
depois
e não me sinto bem comigo
por querer cada cor que não conheço
e deixar cair o ritmo
na cinza do último cigarro
antes de lembrar quem sou
vento e manhã invadindo pela janela,
depois
e não me sinto bem comigo
por querer cada cor que não conheço
e deixar cair o ritmo
na cinza do último cigarro
antes de lembrar quem sou
Triturada Pele
Duas e tanto, noite
vento frio e cortinas vermelhas
um beijo quase morto
e brinco de me enterrar
em terceira pessoa
vento frio e cortinas vermelhas
um beijo quase morto
e brinco de me enterrar
em terceira pessoa
domingo, 20 de setembro de 2009
Cerne Humano
Traduzi longos e estranhos passos
em uma outra linguagem
língua de palavras
mudas
E ela me olhou
e brilhou, suou
todas as penas caíram
e a pomba se orgulhou
de sua fluência
em uma outra linguagem
língua de palavras
mudas
E ela me olhou
e brilhou, suou
todas as penas caíram
e a pomba se orgulhou
de sua fluência
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Cancioneiro Parco
Meu tempo se devora
e eu me ocupo só em
escrever sempre os mesmos finais
Se fosse para qualquer outro alguém,
faria tudo diferente,
se tudo não culminasse em mim,
se ao menos
Mais que dores que poderiam
sacudir o sonho de passos irreais
preciso por tiras em cada visão
tampos de alçapão em raciocínio
me fechar, por vez
esperar me esquecer
E tirar de dentro
cada qual seu equivalente
pois o que se espalha aberto e através
é maior do que o oculto
Essas todas várias dimensões
de azul e vermelho
e entusiasmo
reacabariam
e renasceriam
volantes e fugazes
Eu não me basto,
por fim
eu me exagero
em ti
e eu me ocupo só em
escrever sempre os mesmos finais
Se fosse para qualquer outro alguém,
faria tudo diferente,
se tudo não culminasse em mim,
se ao menos
Mais que dores que poderiam
sacudir o sonho de passos irreais
preciso por tiras em cada visão
tampos de alçapão em raciocínio
me fechar, por vez
esperar me esquecer
E tirar de dentro
cada qual seu equivalente
pois o que se espalha aberto e através
é maior do que o oculto
Essas todas várias dimensões
de azul e vermelho
e entusiasmo
reacabariam
e renasceriam
volantes e fugazes
Eu não me basto,
por fim
eu me exagero
em ti
Que é por cada palavra:
Eu mal aprendi
caí em outro redemoinho
Deveria ter me deixado
quando pude
Me sinto como há anos
como se não fosse mais do que necessário
me cobrir, me esconder,
vou ainda voltar de onde vim
Sons de antes,
as formas que não são mais
e apenas por me evitar tanto
assim
perco tudo que uma vez até pude
conceber
(como possível)
Não sou interminável
Cada vez mais perto
de não ser nascido
caí em outro redemoinho
Deveria ter me deixado
quando pude
Me sinto como há anos
como se não fosse mais do que necessário
me cobrir, me esconder,
vou ainda voltar de onde vim
Sons de antes,
as formas que não são mais
e apenas por me evitar tanto
assim
perco tudo que uma vez até pude
conceber
(como possível)
Não sou interminável
Cada vez mais perto
de não ser nascido
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Problemas Áureos
Um bom protesto
áudio-visual,
sensitivo e abrangente,
detalhado e explicativo,
convincente,
corroe a dita cuja.
(e ela nunca admite que é uma estátua de cristal)
áudio-visual,
sensitivo e abrangente,
detalhado e explicativo,
convincente,
corroe a dita cuja.
(e ela nunca admite que é uma estátua de cristal)
Caramujo sobre Pedra
Escuro:
correm desilusões,
lamentos sobre as mãos
em concha
E é imoral
pensar, achar
sequer me imaginar
como uma espiral?
Que gira, gira,
e retorna?
E aspiral,
um ralo de incongruências
o ponto final
da sentença não declarada?
Gritante retorno!
Seja lá como que seja,
quem entende
essa necessidade
de fugir de mim mesmo?
Vivo sozinho e não paro em mim,
fuga da intensidade,
ostracismo que cai e caí sobre os céus
sobre
tudo que eu achei que conhecia.
Ciclos, pedalista,
avante, curva, marcha,
gelo,
um quase que trezentos e
sessenta e fugi
do ponto final
correm desilusões,
lamentos sobre as mãos
em concha
E é imoral
pensar, achar
sequer me imaginar
como uma espiral?
Que gira, gira,
e retorna?
E aspiral,
um ralo de incongruências
o ponto final
da sentença não declarada?
Gritante retorno!
Seja lá como que seja,
quem entende
essa necessidade
de fugir de mim mesmo?
Vivo sozinho e não paro em mim,
fuga da intensidade,
ostracismo que cai e caí sobre os céus
sobre
tudo que eu achei que conhecia.
Ciclos, pedalista,
avante, curva, marcha,
gelo,
um quase que trezentos e
sessenta e fugi
do ponto final
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Caeito/Efusa
Congele o dia
deus
Deus, o dia
Não quero nada
ainda nada com você,
pulso solitário
do dia que valeu a pena
Você que forja!
rebuliços do que foi
pela excitação por vir
também, confinado em absolutista impositor
compensação é sua mortalha em colchas de histórias!
"que a quero senti meu querer
quase que sem mesmo saber
que veria tudo sem poder
santir e
mesmo, sem desejar
seu mundo tão infronteiriço de real"
deus
Deus, o dia
Não quero nada
ainda nada com você,
pulso solitário
do dia que valeu a pena
Você que forja!
rebuliços do que foi
pela excitação por vir
também, confinado em absolutista impositor
compensação é sua mortalha em colchas de histórias!
"que a quero senti meu querer
quase que sem mesmo saber
que veria tudo sem poder
santir e
mesmo, sem desejar
seu mundo tão infronteiriço de real"
À Inveja Fraternal e Cubos de Labirintos
Tremi em rompantes,
falei de vida e primavera
e primma viril que se alastra
por todo o átomo no átimo
que é a existência
Perdido e encurralado em labirinto
trapezoidal de minha própria, minha
priória, e sempre a
sempre a merda fumegante de chamas escapantes
do fogo do fogão estragado!
Tremi em rompantes, te digo e não me entendo
e pois minha certeza de que o entendimento
nunca é mútuo ou sequer
sequer em sem quereres
individual!
Canso de pensar e regurgitar quimos
de ideologias sem ideal ou base e fundamento
humanas como nós, intempestivas e
mortais, humanas
um
que se diz que preza, se salve
tudo que eu digo não é nada só porque
nada é tudo e o vazio é a dissimulação dos acontecimentos
em egoísmo, a meu bel-prazer
e o vazio é envolto pelo seu não-vazio que o justifica
em vazio
Isso é a distância!
a distância humana e desumana entre humanos
e pessoas!
Pois tanto se fala de tudo,
tanto eu disse de mim,
por qual furor
fugi
falei de vida e primavera
e primma viril que se alastra
por todo o átomo no átimo
que é a existência
Perdido e encurralado em labirinto
trapezoidal de minha própria, minha
priória, e sempre a
sempre a merda fumegante de chamas escapantes
do fogo do fogão estragado!
Tremi em rompantes, te digo e não me entendo
e pois minha certeza de que o entendimento
nunca é mútuo ou sequer
sequer em sem quereres
individual!
Canso de pensar e regurgitar quimos
de ideologias sem ideal ou base e fundamento
humanas como nós, intempestivas e
mortais, humanas
um
que se diz que preza, se salve
tudo que eu digo não é nada só porque
nada é tudo e o vazio é a dissimulação dos acontecimentos
em egoísmo, a meu bel-prazer
e o vazio é envolto pelo seu não-vazio que o justifica
em vazio
Isso é a distância!
a distância humana e desumana entre humanos
e pessoas!
Pois tanto se fala de tudo,
tanto eu disse de mim,
por qual furor
fugi
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Diáfano
Era um titereiro e era um titereiro que chorava
brincava sobre as cabeças maciças
de bonecos em cabelos de s
e derramava seu sangue em cada teclada
do piano humano de madeira
Era uma história e era uma quase que interminável,
a história
repetiu-se pela Eternidade,
ecoou mais além Dela e da vida e translúcido,
através das máscaras e dos sentimentos,
pela rampa de deficientes e becos de água suja
e é a história do sempre, inigualável
em sua repetição e equivalência concomitante
que é o reflexo
E por detrás das cortinas e dos cachorros de bolsões,
crianças esperavam seu pais que choravam suas mortes
vendo a cama arrumada e vazia
e as proles animais de instintos secretos desoladas no entardecer e a iluminação do poste
e foi inédito
a desamparo da solitude
e todos os seus animais rugiram com o choro de mil pessoas
no piano trágico e azul e que se repete indefinidamente
por sua beleza tão notável
que se expande sem procurar se justificar
E cada hora tomava o espaço de quatorze pessoas e
cincuenta de trabalhadores vermelhos em suas
repartições
o céu
que brilhou roxo pelo alvorecer do mundo de tempo que acredita ser tempo
até o término e o fechar da embriaguez
e suas passadas se tornaram incongruentes
e sua síncope enlouqueceu o andar da sociedade
que se voltou aos muros e com as cabeças
fizeram ruir todas as estruturas e suas bases
apenas para se afundarem
sobre as lágrimas do pianista de madeira
e concreto.
brincava sobre as cabeças maciças
de bonecos em cabelos de s
e derramava seu sangue em cada teclada
do piano humano de madeira
Era uma história e era uma quase que interminável,
a história
repetiu-se pela Eternidade,
ecoou mais além Dela e da vida e translúcido,
através das máscaras e dos sentimentos,
pela rampa de deficientes e becos de água suja
e é a história do sempre, inigualável
em sua repetição e equivalência concomitante
que é o reflexo
E por detrás das cortinas e dos cachorros de bolsões,
crianças esperavam seu pais que choravam suas mortes
vendo a cama arrumada e vazia
e as proles animais de instintos secretos desoladas no entardecer e a iluminação do poste
e foi inédito
a desamparo da solitude
e todos os seus animais rugiram com o choro de mil pessoas
no piano trágico e azul e que se repete indefinidamente
por sua beleza tão notável
que se expande sem procurar se justificar
E cada hora tomava o espaço de quatorze pessoas e
cincuenta de trabalhadores vermelhos em suas
repartições
o céu
que brilhou roxo pelo alvorecer do mundo de tempo que acredita ser tempo
até o término e o fechar da embriaguez
e suas passadas se tornaram incongruentes
e sua síncope enlouqueceu o andar da sociedade
que se voltou aos muros e com as cabeças
fizeram ruir todas as estruturas e suas bases
apenas para se afundarem
sobre as lágrimas do pianista de madeira
e concreto.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Insonelência
Minhas pálpebras andam
pesando o mundo
e todos os seus despedaçados
Trocaria a mim mesmo
tocaria todo sentimento
por mais um divino
E se não passar?
não existirá mais
telhados nem flores
para estilhaçar
e apreciar?
Passo lento que passa rápido
passada que demora e
pensamento fugaz
e demais
Tive minhas impressões
me afoguei sobre minhas ofélias
de amor pensante
pesando o mundo
e todos os seus despedaçados
Trocaria a mim mesmo
tocaria todo sentimento
por mais um divino
E se não passar?
não existirá mais
telhados nem flores
para estilhaçar
e apreciar?
Passo lento que passa rápido
passada que demora e
pensamento fugaz
e demais
Tive minhas impressões
me afoguei sobre minhas ofélias
de amor pensante
Purgação da alma sem consciência
Me esporrei todo:
cansei dessa toda
arte de catarse nada
À vácuo entregue
inteira invertida,
mentira antes de existir
cansei dessa toda
arte de catarse nada
À vácuo entregue
inteira invertida,
mentira antes de existir
domingo, 6 de setembro de 2009
Retilínio e difereforme
Terei de ser
um pouco mais sucinto:
já não me sinto tão próximo de mim mesmo
não sei se ainda me gosto assim ainda
(tudo como fosse ideal, três linhas bastariam)
me esqueça de contar sobre a vida e submissão
um pouco mais sucinto:
já não me sinto tão próximo de mim mesmo
não sei se ainda me gosto assim ainda
(tudo como fosse ideal, três linhas bastariam)
me esqueça de contar sobre a vida e submissão
Ao contrário do contrário
Me senti incomodado
alguns comichões me vêm percorrendo
todos meus órgãos
e eu digo, quase que jurei a mim mesmo
devo tudo ao quase
Já faz algumas luas
períodos,
desde quando o efeito pressente a causa?
Cansei de dissimular
alguns comichões me vêm percorrendo
todos meus órgãos
e eu digo, quase que jurei a mim mesmo
devo tudo ao quase
Já faz algumas luas
períodos,
desde quando o efeito pressente a causa?
Cansei de dissimular
(dissimular honestidade)
O paradoxo é sempre tão mais potentemente espontâneo
que eu quase que me rendo a mim mesmo!
que eu quase que me rendo a mim mesmo!
Duzentos de uma vez
Peito carregado,
amostra de aconchego
é término
térmico de frio interno
Término das idéias,
ideiais longe e perdidos,
trágico e lúgubre,
tremeluzindo na faísca
de apenas uma noite
É quase tudo
quase apenas
quase o que peço
quase nada muita coisa
senão imposto sobre mim
quase que sou eu
Mas ainda demais.
Sabe, intermitente, inescrutável coração:
dê tudo de volta, nada mais te pertence.
amostra de aconchego
é término
térmico de frio interno
Término das idéias,
ideiais longe e perdidos,
trágico e lúgubre,
tremeluzindo na faísca
de apenas uma noite
É quase tudo
quase apenas
quase o que peço
quase nada muita coisa
senão imposto sobre mim
quase que sou eu
Mas ainda demais.
Sabe, intermitente, inescrutável coração:
dê tudo de volta, nada mais te pertence.
Caí
Desencontrado,
pulsante em cada
passo interminado
Recluso,
em sol na chuva
o não feito
Sequer começado,
se eu pudesse,
de volta ao original
O sentimento
do escorrego de uma brisa
marchando entre a face e a alma
pulsante em cada
passo interminado
Recluso,
em sol na chuva
o não feito
Sequer começado,
se eu pudesse,
de volta ao original
O sentimento
do escorrego de uma brisa
marchando entre a face e a alma
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