Me diz algo novo, reclamou
cansei de saber de dores e cansaços
Todos nós!, avisou,
todos nós somos tudo podre e todos enfastiados
Mas como, discutia,
nesse enfado que é tua vida à mostra,
entediado!, me entedias,
sabe? Deixa jejuar sem preciso,
sem necessidade,
deixa-se largo!
Acrescenta:
Algo mais, não saberei mais te responder
juro que nunca mais te direi
de quem é o maldito focinho que você tem entre seu dedão e indicador!
Como, o homem transige, dissipa-se,
Como audácia tem em culpar-me por tudo que ocorre?
não quer me acusar de terremotos? maremoto?
Sua patricida!, que fui eu que tudo propiciei a ti
e te acomodei entre meus edredons
Pouco faz, tanto fez que se marcou indelével,
porra, que foi!, que foi!
Tua vida ilusiona tua visão em propósitos trabalhistas
funções meritórias em acudir soltas desesperadas, vulgívagas incorrigíveis
quanto mais? quanto mais me perdoará por aceitar sua salvação?
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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