Gente de vida vivida através de janela empoeirada,
erght,
acre, intragável!
Vida de futebol na rádio no lusco-fusco de um dia de calor.
Vida de música pop americana de fundo nos vapores de uma casa desdita.
De toalha de mesa de como nada mudou.
De coração seco engasgado sem saber porquê.
O que se salva é o brócolis no vapor.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
A cigarra do apartamento, o chão de cimento existem em vão
Sua censura me pegou!
Ah, vida, vida, Vida,
que veio a me flagelar a mente?
Ah, mas se você
acha que eu não notaria
que me despreza, que lança olhares
e que de si partem admoestações
de sua maior dor,
ao saber de mim.
Acha?
Incomodo e não mereço perdão!
Mas se esqueci algo, pois algo assim
que não se esquece, valoroso,
e estou a estafar-lhe com isso,
não procuro escusas:
torce o rosto a mim
e a essa inaptidão!
Lhe confesso, sem meias palavras,
sou um desatento, um despudor,
um desentendimento!
Ah, vida, vida, Vida,
sua arte não é mais minha!
(sinto ganhar constituição:
onde foi a incerteza cultivada com devido apreço?)
E mesmo que se ofenda assim,
tenta ignorar,
não confie ojeriza sua comigo!
Que faço, quando minha libertação
de seus tentáculos já tornou-se
irreal? Que faço,
quando sua influência
me domina a mente
e me cala no interior?
Sua arte não é mais minha.
Será que apenas a si não parece escancarado
que sou mais um embarcado de seu naufrágio?
Ah, vida, vida, Vida,
que veio a me flagelar a mente?
Ah, mas se você
acha que eu não notaria
que me despreza, que lança olhares
e que de si partem admoestações
de sua maior dor,
ao saber de mim.
Acha?
Incomodo e não mereço perdão!
Mas se esqueci algo, pois algo assim
que não se esquece, valoroso,
e estou a estafar-lhe com isso,
não procuro escusas:
torce o rosto a mim
e a essa inaptidão!
Lhe confesso, sem meias palavras,
sou um desatento, um despudor,
um desentendimento!
Ah, vida, vida, Vida,
sua arte não é mais minha!
(sinto ganhar constituição:
onde foi a incerteza cultivada com devido apreço?)
E mesmo que se ofenda assim,
tenta ignorar,
não confie ojeriza sua comigo!
Que faço, quando minha libertação
de seus tentáculos já tornou-se
irreal? Que faço,
quando sua influência
me domina a mente
e me cala no interior?
Sua arte não é mais minha.
Será que apenas a si não parece escancarado
que sou mais um embarcado de seu naufrágio?
Outra coisa que seja
Eu suei minha espontaneidade
toda
Meu corpo não é mais de fumaça,
oras!
Que era que ser, se não fosse assim?
Eu acho que essa distinção
entre eu
E entre todos vocês,
e entre tudo que não é vocês
Enterra fundo, anoitece, asfixia
essas centelhas de amor natimorto
Pô.
Não fosse assim, que era que ser?
Qualquer coisa
outra.
Esse mar congelado,
sem martelo sem picareta,
sem falta sem compromisso,
que divide e extingue,
sem pedir perdão.
Tantas palavras que seriam!
E seriam!
E nunca sairão desse claustro
desse futuro do pretérito que não foi!
toda
Meu corpo não é mais de fumaça,
oras!
Que era que ser, se não fosse assim?
Eu acho que essa distinção
entre eu
E entre todos vocês,
e entre tudo que não é vocês
Enterra fundo, anoitece, asfixia
essas centelhas de amor natimorto
Pô.
Não fosse assim, que era que ser?
Qualquer coisa
outra.
Esse mar congelado,
sem martelo sem picareta,
sem falta sem compromisso,
que divide e extingue,
sem pedir perdão.
Tantas palavras que seriam!
E seriam!
E nunca sairão desse claustro
desse futuro do pretérito que não foi!
sábado, 17 de abril de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)