Sua censura me pegou!
Ah, vida, vida, Vida,
que veio a me flagelar a mente?
Ah, mas se você
acha que eu não notaria
que me despreza, que lança olhares
e que de si partem admoestações
de sua maior dor,
ao saber de mim.
Acha?
Incomodo e não mereço perdão!
Mas se esqueci algo, pois algo assim
que não se esquece, valoroso,
e estou a estafar-lhe com isso,
não procuro escusas:
torce o rosto a mim
e a essa inaptidão!
Lhe confesso, sem meias palavras,
sou um desatento, um despudor,
um desentendimento!
Ah, vida, vida, Vida,
sua arte não é mais minha!
(sinto ganhar constituição:
onde foi a incerteza cultivada com devido apreço?)
E mesmo que se ofenda assim,
tenta ignorar,
não confie ojeriza sua comigo!
Que faço, quando minha libertação
de seus tentáculos já tornou-se
irreal? Que faço,
quando sua influência
me domina a mente
e me cala no interior?
Sua arte não é mais minha.
Será que apenas a si não parece escancarado
que sou mais um embarcado de seu naufrágio?
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário